30/4/2010 16:21:29 Comentários (0)
Da vitalidade vital do Vitalino
Soren Kierkegaard fez o elogio de Abraão, Erasmo de Roterdã fez o elogio da Loucura, Nilson do Amaral Fanini fez o elogio do General Figueiredo, Galvão Bueno fez o elogio do Ronaaaaaaaldinhoooo, mas serei eu, apenas eu, exclusivamente eu, que farei o elogio do Vitalino. Sim, do Vitalino! E advirto desde já que não procede a conjectura de que meu elogio é corriqueiro, rasteiro, e assaz costumaz, pois se trata de procedimento originalíssimo.
Vitalino jamais recebeu qualquer elogio. Quando nasceu, de parto anormal, foi tirado à forceps (e quase enfiado de volta), pois por falta de oxigenação cerebral tinha aparência tão cianótica e azulada que parecia ter vindo da Pandora de Avatar. A mãe, abalada, quando o viu, assustou: “Como é feio!”. A psicóloga obs-muito-tétrica escalada para o caso, por conta da tentativa infrutífera de evitar a psicose pós-parto, amenizou: “Mas veja só como ele tem olhos atraentes!”.
De fato. Um atraía o outro. Vesgo de dar dó, e com estrabismo estrábico elevado de último tipo, Vitalino chegava ao ponto de, quando tirava o argueiro de um olho, enfiar a trave no outro. E isso sem falar do queixo leptoporino, da testa enquarquilhada, do ombro aligamétrico, do joelho garrinchado, da espinhela caída, e dos pés de barro. Estes últimos, aliás, típicos de todo protestante. Sim, porque Vitalino era protestante! Distinção essa, há de se mencionar, que se por um lado é circunstância que talvez pouco o recomende, no fundo ainda não diz muito, pois até Sigmund Freud, em missiva endereçada a Pfister, extemporaneamente já declarava: “Todos somos protestantes!”.
Ora, se até na Viena psicanalítica o protestantismo era tido como inconsciente (sem duplo sentido, por favor), pervasivo e rarefeito; o que dizer de sua classificação no Brasil, país onde até a Máfia é avacalhada? Inegavelmente, classificar o protestantismo brasileiro é tarefa hercúlea e descomunal, sobretudo porque nessa maldita Hidra de Lerna, na hora em que se acaba com uma igreja-curral-eleitoral-de-fundo-de-quintal, surgem outras sete no lugar!
João do Rio, Émile-Guillaume Léonard, Antonio Gouvea Mendonça, Rubem Alves, Chico Anísio e Philippe Pinel já tentaram classificar o movimento evangélico no Brasil, mas verdade é que ninguém deu conta. Eu, como sou mais humilde, me restrinjo a classificar o Vitalino. Assim, num horizonte onde as classificações privilegiam o neo-pentecostal e o pós-pentecostal, digo peremptoriamente que o Vitalino era um exemplar único de ultra-super-hiper-mega-pentescostal.
Disléxico e fanhoso, na hora que ia falar em línguas compensava a desconexa dicção, tremendo, giroscopiando e se balançando todo, com contorções e tremores de tal amplidão, gigantismo e magnitude, que a insólita performance lhe valia, entre os adolescentes da igreja, o carinhoso apelido de Jurassic Parkinson. Mas maluquice, maluquice, doideira destrambelhada, isto Vitalino não fazia. Nada de ficar rastejando com o vá-ladrão de quatro recebendo unção do brinco perdido; ou fazer como seguidores de Benny Hinn, John Arnott, e Barão de Münchhausen que estimulam bestializados a adorarem a Deus pela imitação mimetizada de águias e leões.
Zoo-ilógico dos crentes à parte, há de se fazer aqui alguns registros, inclusive para a posteridade. Vitalino era um dos que polemizava ostensivamente com esse negócio de rebolation gospel, peidorrera santa, louvor profétido e bênção do gambá, justamente por achar que fé demais não cheira bem, apesar de até ter recebido a unção da Arca de Noé (superlativamente muito maior do que o conjunto das unções individuais de cada animal Sentado no Trono). Prova disso é o famoso episódio aludido quando da comemoração do milio-ultrajésimo-centésimo batismo no Espírito Santo, ocorrido justamente na capital capixaba. Enquanto Vitalino se preparava para o culto, cacarejando, digo, gargarejando, deu um mal-jeito na dentadura com tal intensidade que a desgraçada quebrou bem no meio. Tentava ajeitar, mas a parte de baixo mordia a de cima. Apoiava com a mão, e aí a de cima estraçalhava a de baixo. Então bateu o desespero: Como iria fazer a adoração super-mega-profética desse jeito?
Bem, ressuscitaram Dostoievski — “O que os homens desejam não é Deus, mas o milagre“ — e a notícia correu mais do que Rubinho Barrichello em pista de Autorama. Assim, não se sabe muito ao certo de onde apareceu, na última hora, o Marins com três dentaduras diferentes. Vitalino testou a primeira que, muito grande, o impedia de fechar a boca. A segunda, muito pequena, não o deixava falar. A terceira... olhaí o milagre... a terceira encaixou como uma luva (o que, fique claro, é apenas modo de dizer, porque ninguém usa luva na boca). O momento, contudo, não era de metáforas, mas de alegrias — “Aleluia, aleluia, glú, glú, glú, glóoooooooooria” — desembestava o Vitalino.
Mal o culto começou, Vitalino de microfone na mão transbordava em testemunhos: — “O inimigo tentou me impedir, mas não conseguiu. Um dentista me salvou, um dentista me salvou” — E mostrava a dentadura, tirava e botava de novo. E profetizava a favor da odontologia. E indicava o Marins, colocado estrategicamente na primeira fila. E falava da fé apontando o céu (da boca). E sorria para a dentadura. E a dentadura sorria também. E tantas fez, e foram tantas, que acabou por chamar o Marins para o púlpito, lhe dando a palavra:
— “Meus irmãos, eu não sou dentista não.” — Impacto total. Imobilidade geral. Silêncio na multidão. Vitalino arrefeceu, arregalou os olhos tortos e tentou olhar fixamente pelo menos uma vez na vida. Marins, então, prosseguiu:
— “Eu sou coveiro.”
Alexis Carvalho é criacionista fundamentalista ultra-super-hiper-mega-radical, e prova que Darwin estava totalmente errado pelo fato de que os evangélicos brasileiros primeiro procederam como anjos, depois como homens, e somente em momento muito posterior é que evoluíram para macacos.
17/3/2010 23:43:41 Comentários (0)
Os Cotonicultores do Inferno
Existem três tipos de pessoas: aqueles que sabem contar e os que não sabem. Falo isso não porque seja um matemático importante, o homem que calculava, o algebrista do Malba Tahan, o cateto da hipotenusa, ou coisa do gênero; mas, principalmente, porque fico impressionado com a maneira como os estadunidenses lidam com a coisa. O que pesa mais: um quilo de algodão ou um quilo de manufaturados? Pelo menos por enquanto, os compatriotas de Abraham Lincoln ainda apostam no algodão.
Se liga tucanotário, pois, desde Bretton Woods, quem manda mesmo no comércio internacional é o Tio Sam. O dólar é a moeda oficial que rege o valor das commodities, o consenso de Washington é quem determina variações do câmbio, e o FMI continua sendo o chicote do diabo nos países do Terceiro Mundo. OK? Bem... mais ou menos (e, sinceramente, cada vez mais para menos, do que para mais).
Para desespero dos analistas econômicos que erraram todas as suas previsões sobre o apogeu do mercado, o fim da história e a hegemonia do Neoliberalismo — em que pese o fato de que é sempre pior ser uma Maria Porqueira do que uma Miriam Leitão — a crise econômica de setembro de 2008 foi uma bomba para os talibancos de plantão. De fato, a Queda do banco Lehman Brothers derrubou muito mais coisa do que a Al-Qaeda do World Trade Center.
A Organização Mundial do Comércio, por exemplo, instalada na Genebra de Calvino — porque foi com as Institutas que os camelos e os ricos começam a passar pelo fundo da agulha, não necessariamente nessa ordem —, desde a crise no comércio mundial já não é mais a mesma. Vejam só, logo a OMC (oficialmente WTO: World Trade Organization), que foi criada em 1994 para servir como embuste jurídico que iria legitimar a abertura unilateral de barreiras comerciais a favor dos países ricos, tem resolvido manter em várias instâncias o ganho de causa dado justamente para uma república das bananas, digo, dos algodões.
Nunca antes na história desse país nem o Lulalá imaginou uma coisa dessas! Nos contenciosos econômicos, os ianques raramente algo dão. Mas a fantástica vitória do Brasil (que antes disso já havia ganho, não uma nem duas, mas cinco Copas do Mundo) foi conquistada a duras penas. Na primeira rodada de Doha (a quem doher), o jogo ficou meio equilibrado; mas no finzinho, o Bruno pegou dois pênaltis cobrados na direita pela Casa Banca e depois foi só correr para a galera. Por conta das exportações perdidas para a concorrência desleal dos EUA, que dá subsídios aos seus produtores de algodão (US$ 12,5 bilhões entre 1999 e 2003, o que permitiu ao país se manter como vice-líder mundial da produção da commodity), o Brasil conseguiu na OMC da WTO o direito de retaliar o mercado americano em mais de US$ 800 milhões.
Como Bush achou que oitocentos milhos grandes não eram grande coisa para fazer a pipoca pular, empurrou com a barriga a decisão do órgão de apelações da OMC que confirmara a condenação em 2008. Mas agora, depois de dois anos (bodas de algodão, hehehehe) o Obama é que vai acabar pagando o pato. Pois é, Washington que a princípio deu uma de John-sem-braço vai ter mesmo que agüentar essa dor de cottonvelo.
E, detalhe: Não tem nada desse negócio de olho por olho, dente por dente, e algodão por algodão, que Hamurabi e lei do talião é muito over. A WTO da OMC, moderna moderníssima, autorizou uma retaliação cruzada, onde o país prejudicado pode penalizar o outro em mercados que não necessariamente o do litígio em si. Ora, tal fato permite que a vingancinha brasileira seja dirigida para um amplo espectro de cadeias produtivas. Produtos manufaturados e patentes industriais, inclusive.
Hillary, a secretária de Estado que a Monica Lewinsky chama de Hilária Clinton, até teve por aqui dando crise de pelanca, cuspindo ameaças e retaliando a retaliação — “É tudo meu, tudo meu, eu tô paganduuuuuu!” — mas não adianta porque quem agora tem o big stick são os países do Bric. E, sigla por sigla, é o pulo do Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio). O Brasil vai ameaçar everybody. Vai divulgar listas de possíveis itens a serem retaliados. E — que marvadeza! — vai principalmente apontar setores que não tem nada a ver com o imbróglio: reserva de patentes, direitos autorais e propriedade intelectual.
Até o Delfim Netto, impenitente ave de rapina do capitalismo mundial, admitiu que a medida atinge “o fígado do establishment americano”. Sobretudo porque a idéia é virar o feitiço contra o feiticeiro. A ameaça de quebra de patentes pode acionar o lobby de áreas poderosas, como o da indústria farmacêutica, por exemplo. Dessa forma, os outros setores da economia americana vão se assustar (búúúú, para eles) e pressionar o Congresso até a retirada dos subsídios utilizados em benefício do setor algodoeiro. Malandragem? Bem, se você acha que Paris Hilton é devassa, precisa só ver a ética de Wall Street.
Isso posto, em Pindorama, a imprensa golpista que está fissurada (com duplo sentido, por favor) em desqualificar a política externa brasileira (por causa do medo de perder de novo as eleições: búúúú, para eles), apóia de quatro os interesses estrangeiros. O Jornal da Chátima Bernardes e a Falha de São Paulo apontam perigos perigosos caso o Brasil insista em retaliar os produtos dos EUA. Só que não adianta. O povo não tá nem aí para a mídia. Tapou os ouvidos... com algodão.
Alexis Carvalho é senador pelo Partido Republicano e já encaminhou projeto de lei para que cada cotonicultor americano seja transferido para Ohio (que o parta).
17/12/2009 14:35:46 Comentários (0)
O pastor e sua vida espiritual
Os loucos são sempre os outros... — “Evito conversar comigo mesmo” — dizia com seus botões — “porque não falo com estranhos”. Paradoxalmente, mantinha um permanente diálogo introspectivo. Era pastor. Já pensara em ser bispo, mas desistiu por causa do xadrez. Quando explicou isso, seu cunhado demorou a entender: — “É porque bispo vale menos que cavalo?” — “Tem nada a ver, é por causa da Federal que sempre leva os bispos para o xadrez”.
Bispo chama muito a atenção. Pastor é mais soft. Quem não tem colírio usa óculos escuros. Escolheu a profissão porque era a única que não exigia qualquer preparo ou qualificação. Como se sabe, basta dizer que é pastor que se consegue o maior respeito de parvos ao derredor. Não precisa estudo nem tampouco habilidade. Altair, Altair. Com um auto-título se tem um alto título. É a profissão do futuro, conjecturava.
Fora isso, gostava do “pr.” que colocava antes do nome. Na primeira vez que vira aquilo ficou espantado; estampado estava, então, num cartaz sobre Cruzada de Batalha Espiritual: Pr. Massis. Tinha, porém, umas referências curiosas, esporões de galo, pés de galinha secos, medalhas, pólvora e até um chicote feito de rabo de raia, que lera rabo de saia, coisa que muitíssimo lhe assustou, porque estivera, estava e morreria na crença de que rabo de saia é simples metáfora. Viu depois que era rabo de raia. Chicote para quê? Em outra vez, sempre a mania de ler depressa, entendeu privada silva, e achou que era comércio de vaso sanitário. Achou estranho, olhou de novo, e tava lá: Pr.ivan da silva, Ministério Diante do Trono. Mas aos poucos foi se acostumando e hoje acha até elegante, chic, e glamouroso.
O cunhado não entendia dessas coisas. Era não-crente, gentio, ímpio, incrédulo, corintiano, ateu confesso e, pior dos mundos, não dizimista. Mas verdade seja dita, ajudava bastante no ministério. Quando Altair resolveu fundar sua igreja nos fundos de uma birosca — A Sede Mundial da Assembléia Internacional do Cristo Unitrogênito de Deus — seu cunhado logo se prontificou a fazer a logomarca. É claro que Altair aceitou. Como fazer marketing de uma igreja que não tem nem logomarca? A Universal, a Igreja da Graça, a Renascer, a Convenção Batista Brasileira, a Sara Nossa Terra, e até o açougue da Maria Lingüiça... todo mundo tem: — “Só eu que não vou ter?” Dias depois o cunhado veio com um desenho, em power point, de um Cágado de Muletas. Explicou que era para indicar o diferencial da igreja: o ministério de cura. Dona Antônia, quando viu aquilo, disse que era zoeira do cunhado. Altair não acreditou. O cunhado não faria isso com ele. Era verdadeiro irmão de sangue, alma gêmea, grande amigo, parceiro de todas as horas, e sócio financeiro meio-a-meio no negócio. Muletas tudo bem, mas um cágado para quê?
Altair estava indo para uma importante reunião de líderes. Sua intenção era a de se inserir de todo jeito, tipo CQC mesmo, custe o que custar. Estaria com a nata dos pastores da região, disse o Chiquinho Zaruê, que o convidara em troca de singela doação. A comparação não fez muito sentido para Altair, que sempre que fervia o leite jogava a nata fora. Mas via das dúvidas tava indo na tal reunião. E a primeira decisão impostergável era acerca de como se apresentaria. Noutra ocasião parecida, usara o sobrenome de solteira de sua falecida mãe. — “Altair Miranda?” — perguntou o obreiro que estava ao lado — “É parente do grande Missionário Davi Miranda, da igreja Deus é Amor?”. Altair não dissera nem que sim, nem que não. Optara por um sorriso maroto. Achou, na época, que impressionaria mais. — “Hum, pois sim, Deus é amor”. Para Altair, Deus é real.
Outra opção era usar o sobrenome do vizinho do primo de seu cunhado. — “Altair Malafaia?” — imaginava a pastorada indagando. Convém, não convém, convém, não convém; alternava arrancando as folhas de um comigo-ninguém-pode como se fosse trevo-de-quatro-folhas. Certeza apenas uma. O sobrenome verdadeiro, “Beira-mar”, ele não ia usar de jeito maneira. Malandro é malandro, mané é mané.
Mudar de nome, aliás, não era problema para Altair. Principalmente se pudesse ganhar alguma coisa com isso. Uma vez até assinou como Janet num cheque pro supermercado. A caixa ficou escabreada e pediu o documento. Ele apontou para a faixa promocional — assine já net e ganhe 49,90 de desconto — exigindo abatimento na compra. Outra vez a mania de ler depressa. E o pior foi que os entregadores ficaram achando que ele era travesti: — “Homo, homo, homo” — gritaram em coro. Barraco dos barracos, porque na mesma hora uns militantes gays exigiram que Altair saísse do armário. Sinuca de bico. Mas ele se lembrou do Concílio da Nicéia (que para Altair era uma antiga ministra anglicana que ficava ariano panelas), e resolveu pular em cima do muro: — “Nem homo nem hétero, mas homói”. Ninguém entendeu bulhufas, nem ele, mas pelo menos saiu ileso.
Caminhando contra o vento, sem nada nos bolsos ou nas mãos (dinheiro, principalmente), Altair repetia compulsivamente: — “I have a dream, I have a dream”. De fato, seu sonho era entrar na política para trocar votos parlamentares por concessão pública de estação de rádio (TV não, que Altair era humilde). Mas precisava ir com calma porque já ouvira que a concorrência era grande: — “Tudo na obra de Deus é difícil” — dizia botando a culpa no Inimigo e ajeitando o terno alugado. O hábito não faz o monge, mas o terno faz o pastor. Ah, o terno... os descamisados que me perdoem, mas o terno é fundamental. Mais do que a gravata, que sufoca a respiração; o terno, que prende os movimentos, é o autêntico símbolo do pastor. Para Altair, hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás. Para Altair, pastor é terno.
Ele até já tinha preparado uma frase de efeito caso fosse convidado a fazer uma oração em voz alta na reunião: — “Nosso Deus Inzoneiro”. Não que soubesse o sentido ou significado, mas ouvira o termo num documentário cultural sobre Ary Barroso (que para Altair era sobrinho-neto do Almirante Barroso), e logo o incorporou ao seu acervo de panegíricos para ocasiões especiais. Por outro lado, se chamado a dar uma saudação aos ilustres colegas, leria um trechinho de um livro de citações comprado no Leblon, que falava sobre obreiros valorosos: “Sem dúvida, há alguns pastores destacados, muito superiores ao homem médio, mas esses são tão excepcionais como o aparecimento de um gorila de duas cabeças, por exemplo”. Enfim, oração ou saudação, tava preparado. Ministério glorioso. Fé em Deus!
As horas passaram e ainda passarão. Ternos e gravatas circularam no salão. Fim de reunião. Nada de convite para saudação. Oração? Só silenciosa. Mas tem nada não. Amanhã tem encontro de diáconos e presbíteros no bairro e Altair vai lá também. O Capitão Nascimento mandou que pedisse para sair, mas Altair se lembrou de Joseph Climber. Altair é brasileiro, e brasileiro não desiste nunca... Os outros são sempre os loucos.
Alexis Carvalho é Doutor em Pentecosteologia e Grão Mestre Mais Sônico (porque grita muito aleluia) do Sínodo Prebesteriano Lútero-metodista da Aliança Batista Mundial do Reencontro, em Renovação Espiritual.

Novo Monasticismo
Dilemas Contemporâneos
Vinoth Ramachandra